Brazil
October 5, 2011
O último dia do 10º Congresso Nacional de Feijão terá o Mofo Branco como um dos assuntos da tarde. Tendo por moderador o pesquisador Josias Corrêa Faria, da Embrapa Arroz e Feijão, o tema será abordado pelos estudos dedicados ao Melhoramento genético para resistência ao mofo branco, com o Dr. João Bosco dos Santos – UFLA, e os Métodos de controle, com Dr. Murillo Lobo Junior - Embrapa Arroz e Feijão. O início das discussões será às 16h, com encerramento às 17h40.
Em sua palestra, o Dr. Murillo Lobo apresentará os estudos mais recentes nas pesquisas sobre o controle do Mofo Branco, envolvendo tratos culturais, reação de cultivares, epidemiologia e controle biológico por meio do uso de outros fungos e bactérias, além de resultados da eficiência de agentes químicos na doença, esses, com estudos promovidos por parceiros da Embrapa. No momento, a Empresa tem em andamento pesquisas envolvendo sistemas de previsão da doença, variabilidade do patógeno, manejo em sistemas de integração Lavoura-Pecuária, iLP, e controle biológico.

Em virtude da dificuldade de se erradicar a doença em uma área contaminada, objetivo quase impossível de se alcançar, os estudos para seu controle são de extrema importância nos cuidados para a proteção da produtividade das lavouras de feijão, sendo necessário aprender a conviver com o problema em níveis toleráveis. Um dos meios pelos quais a doença se instala é o uso de sementes infectadas, motivo pelo qual o tratamento das mesmas é essencial no controle do Mofo Branco e está entre as técnicas de manejo integrado estudadas pela Embrapa Arroz e Feijão para atuação em áreas infectadas.
No Bioma Cerrado, o plantio da Braquiária e outras forrageiras, como o Panicum, visando à adoção do sistema de plantio direto, é a solução encontrada na iLP para impedir o alastramento dos esporos produzidos pela Esclerotínia – estrutura de resistência do fungo, que não consegue progresso com baixa presença de luz. A cobertura do solo com a palha mantém o terreno protegido durante o florescimento, fase crítica da doença, formando uma barreira física que atrapalha o desenvolvimento do Mofo. Mesmo que os esporos venham a se formar, essa barreira os impedirá de atingir a parte aérea das plantas. Além desses fatores, o aporte de matéria orgânica com alta relação de C/N (Carbono/Nitrogênio), obtido com a forragem, colabora com a produção de outros fungos e bactérias, competidores do Escleródio, criando uma espécie de controle biológico natural da doença.
Esse é um tema de extrema atualidade que merece todos os esforços dedicados no momento pelos pesquisadores. Participe dessa Mesa Redonda e atualize-se quanto aos meios de combate ao Mofo Branco.
Foto: Murillo Lobo